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FUTEBOL
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Entrevista

05/03 -
Em
entrevista, o
professor
Taimar
Marinho,
preparador
físico e
fisiologista
do Sport Club
Rio Grande
explica sobre
a condição
ideal para um
atleta atuar
no futebol
Sport Club
Rio Grande (SCRG)
- Para que um
jogador seja
contratado
por um clube,
cientificamente,
o que é a
condição
ideal?
Taimar Marinho (Marinho) -
Cientificamente,
ele deve ter
referências,
últimas
atuações,
etc.. No
aspecto
físico, deve
ter um
percentual de
gordura
abaixo de
15%, para
resistir aos
treinos e
passar por
uma avaliação
ortopédica
nas
principais
articulações
para afastar
ou minimizar
risco de
lesões.
SCRG -
E a condição
ideal para
um atleta
jogar?
Marinho -
Deve estar
com um
percentual de
gordura
abaixo de
12%, sendo
que acima de
30 anos se
tem uma
tolerância
maior; o
percentual de
massa
muscular deve
ser em torno
de 50% do
peso
corporal. A
capacidade de
consumo de
oxigênio
ideal é de 50
a 60% do VO2
máximo.
SCRG
- Qual o
tempo
necessário,
em média, de
preparo para
que um atleta
chegue à
condição
ideal?

Marinho -
Depende da
condição
inicial, como
ele chegou.
Já recebi
casos de
cirurgias
recentes e,
com um bom
trabalho, o
atleta entrou
em campo
muito rápido,
pois depende
também da
individualidade
biológica, do
perfil do
grupo, etc..
Também já
recebi
atletas que
passaram um
ano só
fazendo o
trabalho de
reabilitação
em conjunto
com o
fisioterapeuta
e a grande
vitória foi
vê-lo voltar
à atividade
profissional
(zagueiro
Renato), pois
ninguém
apostava no
seu retorno.
Há equipes em
nível de
série A do
brasileiro
que fazem 10
dias de
pré-temporada
e é
suficiente,
pois são
atletas que
mantêm um
lastro
fisiológico
por terem
continuidade
na carreira.
Depende
também quanto
tempo o
atleta está
parado,
quantos anos
ele tem de
treino
sistemático e
culturalmente
como ele se
comporta nas
férias.
SCRG
- É possível
traçar um
panorama de
como será o
planejamento
dentro do
estabelecido,
no início,
meio e na
reta final do
campeonato?
Quais são as
diretrizes
científicas
para manter o
trabalho
eficiente?
Marinho - É o
grande
desafio,
especialmente
no esporte
coletivo.
Mesmo se
tivéssemos a
mais avançada
tecnologia
seria
impossível
prever, pois
um organismo
é único e
suas reações
são únicas e
diferentes de
cada um.
Imagine
vários
organismos,
um grupo
heterogêneo,
mesmo assim
lidamos com
médias
populacionais
e parâmetros
de cada
esporte que
acabam
norteando
todo o
planejamento.
Por isso, o
preparador
físico não
pode ser
somente um
especialista
em
laboratório
ou em leitura
de dados,
precisa saber
“ler“
pessoas,
mensagens
corporais,
ter feeling,
percepção
muito
apurada.
As diretrizes
científicas
são norteadas
pelo estudo
das ciências
do
treinamento
desportivo,
que é um
conjunto de
ciências que
dão suporte à
nossa
profissão
(biologia,
biomecânica,
fisiologia,
anatomia,
cinesiologia,
bioquímica,
psicologia e
medicina
esportiva,
nutrição, e
muitas
outras).
SCRG
- Há um
trabalho fora
dos gramados,
algo como
planificação
de dados,
avaliação de
resultados,
exames,
alimentação?
Marinho -
Sim, são
feitos testes
físicos
periódicos.
Eu costumo
fazer em cada
fase do
campeonato,
ou quando
acho
necessário
para cada um,
avaliação da
composição
corporal,
controle da
perda de peso
na partida,
recomendo a
dieta de
preferência
com a
coordenação
de
nutricionista,
se o clube
dispõe;
senão,
utilizo os
conhecimentos
em nutrição
desportiva
adquiridos
nas
pós-graduações
na área (não
sou
substituto do
especialista
em nutrição).
S CRG
- O que você
pode falar
sobre as
diferenças
que existem
entre cada
perfil de
atleta e no
que isso
influencia na
organização
da
programação?
Marinho -
Isso é muito
importante,
pois você
deve eleger o
perfil ideal
de atleta
para a
competição,
se fortes,
velozes,
experientes
ou jovens, e
também para
planificar as
cargas de
trabalho, que
devem ser de
acordo com as
carências ou
objetivos
buscados.
Somatotipo,
se ele é alto
e magro,
baixo e com
percentual de
massa
muscular
alto, que o
torna pesado,
etc..
SCRG
- Se existem
diferenças...
Como funciona
a organização
de um plano
de ação que
contemple
estas
diferenças?
Marinho -
Sim, o plano
é baseado em
primeiro
lugar, ao
contratar,
identificar o
perfil do
atleta (somatotipo,
histórico,
perfil
sociométrico,
histórico).
Depois, na
chegada,
avaliação
corporal,
avaliação
antropométrica
e ortopédica.
Esse ano
fizemos todas
elas.
ORTOPÉDICA,
Dr. Hélio Custódio,
que
identificou
folgas nas
articulações
e recomendou
trabalhos
especiais
para alguns
que, foram
encaminhados
para o
fisioterapeuta
Fabiano
Minasi. A
Clínica Lunav
realizou os
exames
laboratoriais
e o Dr. Abibi
supervisionou.
O preparador
físico
planifica o
trabalho em
cima dessas
respostas,
assim também
como testes
de força,
potência e
índice de
fadiga. Se um
atleta está
com
percentual de
gordura alto,
ele recebe
trabalhos
para reduzir.
Se um está
com baixo
percentual de
massa
muscular,
recebe
trabalhos
adicionais de
musculação,
etc.. Se tem
diferenças de
espessura de
uma perna
para outra,
recebe
atenção para reequilibrar.
Se tem
diferenças de
ângulos de
flexão,
recebe
trabalhos de
flexibilidade,
etc..
Denise Veiga
- Assessora
de Imprensa

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